O DESAFIO PARA OS GAÚCHOS ESTÁ POSTO

January 13, 2017

A leishmaniose é uma realidade no RS, agora mais concreta, pois chegou à capital. 
Desde 2010/2011 já causa danos, especialmente na região de Uruguaiana e São Borja.

Para quem não lembra, em São Borja até o exército foi para as ruas capturar cachorros, agentes da secretaria de saúde entravam nas casas, coletavam sangue e depois de uma semana voltavam dizendo que o animal era positivo, e levavam para o extermínio sem sequer entregar o resultado do exame, e muito menos informar ao tutor que o exame feito (sorológico, indicado pelo Ministério da Saúde) não é conclusivo e tem altos índices de falso positivo e falso negativo. Que serve apenas como levantamento epidemiológico e não para fazer DIAGNÓSTICO.

O extermínio dos animais foi alvo de várias denúncias, inclusive de veterinários que, na ocasião, foram atrás dos cães recolhidos e encontraram animais ainda vivos em valas que seriam cobertas com terra... Foi o caos, a idade das trevas, e mesmo que exterminassem todos os cães da região, a leishmaniose continuaria presente, pois o cão NÃO TRANSMITE a doença.

Criaram uma situação de pânico e ameaças, dizendo que quem tivesse um cão positivo para leishmaniose seria responsabilizado criminalmente caso algum vizinho contraísse a doença. Claro que isso, além de absurdo, servia para encobrir a responsabilidade (ou falta dela) do poder público em fazer o controle e eliminar o mosquito, que é o agente de transmissão da doença.

É possível que essa histeria não ocorra aqui em Porto Alegre, pois nesse momento não temos mais uma Portaria dúbia que era usada para “dizer que não podia tratar”, e o Ministério da Saúde liberou um medicamento para o tratamento de cães com leishmaniose, sem falar que existem outras drogas manipuláveis e também eficientes.

A leishmaniose é uma zoonose grave, que causa danos sérios à saúde, e pode levar ao óbito de pessoas e animais. É preciso responsabilidade dos tutores, em levar seu animal ao veterinário diante da suspeita da doença, e seguir corretamente o tratamento, e do Poder Público em fazer a sua parte que é detectar onde há focos de mosquitos transmissores de leishmaniose e eliminá-los.

Aos veterinários, será preciso coragem para se informarem melhor sobre a doença, capacitarem-se, e, fundamentalmente, comprometerem-se com o que há de mais belo em sua profissão, que é a defesa da vida.

Esperamos que o CRMV/RS reveja sua posição e suas ameaças, pois com isso apenas incentiva o tratamento clandestino e a não notificação de casos às secretarias municipais de saúde prestando, desta forma, um desserviço à saúde pública.

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